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sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Crepúsculo Vermelho


(Breve reflexão sobre a Nova Ordem Mundial)

Nada se retoma, tudo é perdido
o tempo engole o mundo
encolhe
segundos

nada é como antes
mesmo a minha tristeza
amanhece mais triste
entristece o entardecer
muda

tudo se perde, ganha o presente
desconsolo primeiro de que o tempo
já é perdido

a nova ordem do mundo
fronte crepuscular
matando o ocidente
o novo sol poente é vermelho

o antigo crepúsculo que também era vermelho
cai em ruínas modernas, prédios terríveis
(mais feios que as ruínas no museu romano)

nada é igual, tudo se repete
o indivíduo se perde
o tempo engole multidões
nenhuma ideia nova de nação
Brasil, uma nova interrogação

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

rimas de Amor e Flor

o mundo anda muito silencioso
brando sons e caretas gritando:
 involução!

o mundo anda perigoso
o passado ecoa no presente
os gritos são todos calados

a censura é cor de rosa
obrigam-nos a falar de rosas vermelhas
mas as flores são tristes
não conseguem desabrochar
enegreceram

a censura é invisível
os heróis revolucionários dormiram
não quiseram voltar mais
porque estão gordos e feios
velhos
( não iam ficar bem nas fotos)

o mundo anseia o amor
negando o ódio

sábado, 11 de agosto de 2012

Toda solidão que os príncipes tiveram na vida

a rua está escura
secura nas mãos nos lábios
o dente bate o dente
distende o tédio

"o mundo não vale o mundo",
Já dizia Drummond no começo da modernidade
Nenhum impropério esconde um tenaz
verso ébrio

Nenhum império é pra sempre
as guerras movem os príncipes
E só  os escravos e o dinheiro constroem
castelos e fortalezas

o amor mata várias espécies de cachorros
diferentes

O mundo só suporta um eu
outros eus são estúpidos se viverem